quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Eu conheço perfeitamente a dor de segurar nas mãos uma rosa e sentir, vagarosamente, nos dedos entrar seus espinhos. E mesmo assim não conseguir solta-la.
Rosa que chegou de mansinho, com jeitinho de flor inocente e frágil, com cores e beleza estonteantes. que me fez a princípio recuar de por medo de tocar e ficar seduzido.
Mas a ancia, a vontade e o desejo me foram maiores e pela falsa impresão me deixei levar. Cheguei mais perto (arisco) só pra sentir ligeiramente seu perfume. Comecei a morrer aí. Este foi o preimeiro passo.
Não consegui evitar o toque, as mãos suadas já me formigavam na ancia de senitr a textura das pétalas macias vermelho intenso.
Fui, nem hesitei.
Depois da explosão de sensações abandonei o medo, já não pensava mais... Fui fundo sem respirar mas de olhos bem abertos atentos para não perder nenhum detalhe de todo aquele colorido que no momento parecia mais sublime e majestoso que próprio fundo do mar.
Agarrei;
Segurei forte,
e mais forte.
E quando ali estava em extase quase sentindo o mísero direito de me sentir feliz...
Como um florete, a pintar de cinza meu sorriso vieram os espinhos, rompendo lentamente o tecido e entrando doloridamente na carne, fundo e mais fundo.
Sinto o quente molhado do sangue vermelho intenso a escorrer;
a única cor que permanece no retrato agora...
brigando com o cinza.
Minhas palavras são secas e sem rima
Mas assim é a música que toca meus ouvidos
seca e sem rima
seca e sem rma
seca e sem rima.