domingo, 1 de julho de 2007

A sua


Nua. Crua, na rua
pra buscar a sua.
Perdi-me na lua
Me achei, achei a sua!
Ganhei a lua!

Pra não dizer que não falei de flores...


Enquanto eles olham
com fome choram
outra gente ri
faz xixi, sushi, sashimi
Aqui a Dona menina morre criança
nem dá tempo di casá
i virá moça bunita.
Aqui a ciranda é triste... e não pára de tocar, não pára de tocar, não pára, não pára e não pára de tocar...

Cantiga infantil


Nuvem, peixe, passarinho.
passa...
Você, seu jeito, seu beijinho?
graça!
Eu, sem você, aqui sozinha...
sem graça,
des graça.

Ciúmes e devaneios


uma escuridão negra meu peito e minha boca invade. meus tecidos forçam. dos meus orgãos se apodera como fungo ruim. chega a doer. em palavras me perco. Gritos. Sussuros. as doçuras na alma feitas para você em grosserias banais se covertem. ância de sentir o calor da sua pele em minhas mãos e o seu cheiro absorver pra me acalmar me entorpecer desadoecer calma e branca.

Dói.

Cabeça.

Garganta.

Na barriga um frio, dói.

E senti algo que julguei não poder sentir.



depois da tempestade, vento, escuridão morta, tormento... por entre os entulhos e restos destroçados existe ainda um pedacinho de luz. faisca de uma estrela feliz e caridosa, que ao assistir o desastre apiedou-se e lançou. a luzinha vai ganhar força e vai ter brilho pra iluminar aquele céu lindo que nos foi roubado. Fez-se noite e todos riam, eu chorava.

depois da tempestada, calmaria.

quero enchergar o mesmo brilho nos teus olhos, quero sentir denovu como antes a nossa sintonia, quero beijar sua boca, sentir seu gosto, tocar sua pele, afagar seus cabelos, sorrir seu sorriso, e ganhar seu colo, quero ouvir um sussuro seu, e não quero que isso dure apenas uma noite. fica. faça parte da minha vida.



o chão se abriu sob meus pés... a 415 mil Km/h estou caindo em queda livre.

alguém, por piedade, me joga um paraquédas?

...da minha boca escapa a ância análoga à ância que escapa da boca de um cardiaco. grito mudo.

mundo surdo. afogado numa cegueira leitosa. branca.

pedi então: São Pedro, me manda uma caixinha de lapís de cor? queria colorir o mundo.