
pra buscar a sua.
Perdi-me na lua
Me achei, achei a sua!
Ganhei a lua!

uma escuridão negra meu peito e minha boca invade. meus tecidos forçam. dos meus orgãos se apodera como fungo ruim. chega a doer. em palavras me perco. Gritos. Sussuros. as doçuras na alma feitas para você em grosserias banais se covertem. ância de sentir o calor da sua pele em minhas mãos e o seu cheiro absorver pra me acalmar me entorpecer desadoecer calma e branca.
Dói.
Cabeça.
Garganta.
Na barriga um frio, dói.
E senti algo que julguei não poder sentir.
depois da tempestade, vento, escuridão morta, tormento... por entre os entulhos e restos destroçados existe ainda um pedacinho de luz. faisca de uma estrela feliz e caridosa, que ao assistir o desastre apiedou-se e lançou. a luzinha vai ganhar força e vai ter brilho pra iluminar aquele céu lindo que nos foi roubado. Fez-se noite e todos riam, eu chorava.
depois da tempestada, calmaria.
quero enchergar o mesmo brilho nos teus olhos, quero sentir denovu como antes a nossa sintonia, quero beijar sua boca, sentir seu gosto, tocar sua pele, afagar seus cabelos, sorrir seu sorriso, e ganhar seu colo, quero ouvir um sussuro seu, e não quero que isso dure apenas uma noite. fica. faça parte da minha vida.

o chão se abriu sob meus pés... a 415 mil Km/h estou caindo em queda livre.
alguém, por piedade, me joga um paraquédas?
...da minha boca escapa a ância análoga à ância que escapa da boca de um cardiaco. grito mudo.
mundo surdo. afogado numa cegueira leitosa. branca.
pedi então: São Pedro, me manda uma caixinha de lapís de cor? queria colorir o mundo.